Empresários debatem tendências do varejo durante encontro de Câmara do Conselho Empresarial do Sul de Minas

Desde o ano passado o Conselho Empresarial do Sul de Minas (CESUL) criou Câmaras com o objetivo de aproximar os empresários e as empresas por segmento, potencializando os esforços em busca de crescimento e alcance de resultados. O Conselho conta atualmente com as Câmaras de Políticas Públicas, Varejo e Eficiência Energética.

No dia 8 de março a Câmara de Varejo realizou o primeiro encontro do ano, contando com a presença de 10 empresas. O grupo se reuniu para discutir as principais tendências do varejo, resultado de informações e casos práticos que foram apresentados durante a NRF-2019.

O encontro foi mediado pelo Prof. Carlos Alberto Zem, que procurou conectar os conteúdos da NRF à realidade de alguns dos principais varejistas da região do Sul de Minas Gerais. A NRF Retail’s Big Show é um evento organizado pela National Retail Federation e reúne os principais executivos atuantes no mercado de varejo do mundo. Nesta sua 108ª edição, sempre realizada em Nova Iorque, aproximadamente 37 mil pessoas prestigiaram as atividades entre os dias 13 e 15 de janeiro.

O público foi formado por participantes de 99 países, sendo 16 mil varejistas. Na área da expo, mais de 700 empresas aproveitaram a oportunidade para apresentar o que há de mais inovador em termos de tendências, produtos e soluções para aprimorar a experiência e jornada de compra dos consumidores no varejo, aliando muita tecnologia com a utilização dos smartphones e aplicativos. O Brasil marcou presença com a maior delegação internacional. Ao todo, a edição de 2019 somou 1.700 participantes, crescimento de 13% se comparado ao ano passado, que contou com cerca de 1.500 pessoas.

Durante o encontro da Câmara, muito foi falado sobre as tecnologias apresentadas na feira. A atenção dada à tecnologia foi além do uso como controle das operações para ser uma ferramenta capaz de melhorar a experiência de compra do consumidor, diferenciar a empresa no competitivo mercado e, também, gerar produtividade.

Outra realidade apresentada na feira e discutida pela Câmara foi a substituição dos tradicionais pontos de venda, pelos pontos de experiência, sinalizando que a loja física necessita acompanhar as mudanças para sobreviver, necessitando reinventar e adequar-se à realidade de um novo tipo de consumidor, que é global, digital, multicanal e cada vez mais exigente em suas demandas de produtos, serviços, soluções e atendimento.

Foi concluído então que o varejo precisa ressignificar suas lojas, para que deixem de ser um lugar chato de estar e, até mesmo, comprar, apresentando-se, inclusive, de maneira mais aberta às causas que defende e propósitos que valoriza, estando em total sintonia com seus consumidores. As lojas precisarão ser simples, promover menor atrito possível em suas operações e dispor de inteligência e tecnologia embarcada. Elas deverão, também, proporcionar experiência, conveniência e praticidade.

A jornada do consumidor começa agora pelos smartphones, numa realidade que antecipa, em muito, a presença física do consumidor na loja, dado que, por exemplo, 83% das compras começam por este canal.

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